Fracasso no Brasil, Supermax dá traço na Argentina e leva surra de novela da Record

os participantes do reality show

Grande fracasso da Globo no ano passado, a série Supermax está dando vexame ainda maior na Argentina, o primeiro país a exibir a versão internacional da produção, gravada no mesmo presídio-cenário, com atores latinos e roteiro menos focado no sobrenatural. A obra, que pretendia ser um marco na internacionalização das produções da Globo, tem dado traço no Ibope em vários momentos é massacrada pela novela bíblica A Terra Prometida, da Record.

Exibida na Argentina pela TV Pública, emissora que “oferece uma programação baseada em critérios de qualidade e equilíbrio entre informação, formação e entretenimento”, Supermax tem marcado menos de 0,5 ponto de média em suas exibições nas terças, às 23h.

É um índice ruim até para a TV Pública, a menos assistida do país, que em 2016 teve média diária de 1,6 ponto, segundo dados da Kantar Ibope Media. Cada ponto equivale a 100 mil pessoas assistindo ao programa em todo o país. Ou seja: menos de 50 mil dos 46 milhões de argentinos vêem Supermax.

Líder no horário, a novela da Record A Terra Prometida (que ganhou o nome Josue y la Tierra Prometida por lá), exibida pela Telefe, frequentemente supera os 12 pontos. É um massacre.

Em busca de um público maior, a TV Pública passou a reprisar Supermax aos domingos, uma hora mais cedo. Curiosamente, a aposta tem dado certo: o quarto capítulo, que reapresentado no último domingo (30), teve média de 1 ponto, com picos de 1,3. A exibição original, no dia 25, teve média de 0,2, mas chegou a dar traço em seus piores momentos.

Escrita e dirigida pelo premiado cineasta Daniel Burman, de O Abraço Partido (2004), Supermax era um projeto ambicioso. Além da versão para o mercado latino, deveria ganhar uma nos Estados Unidos.

A versão internacional de Supermax é uma produção da Globo em parceria com a TV Pública, a mexicana TV Azteca, a uruguaia Teledoce e a produtora de conteúdo espanhola Mediaset España. As outras emissoras ainda não revelaram quando vão exibi-la.

Anunciada antes mesmo da exibição da série Supermax brasileira, a versão latina foi uma aposta alta das emissoras envolvidas, com direito a um elenco multinacional que inclui a argentina Cecilia Roth (musa de Pedro Almodóvar), o espanhol Santiago Segura, o uruguaio César Troncoso, o mexicano Alejandro Camacho, o cubano Rubén Cortada e a brasileira Laura Neiva.

Bruno Gagliasso chegou a ser anunciado para interpretar um transexual, mas abandonou o projeto para protagonizar Sol Nascente.

Para a revista Variety, uma das mais respeitadas publicações de entretenimento dos Estados Unidos, Supermax é uma produção que desafia gêneros e marca uma revolução única na história da TV. Mas, pelo jeito, os elogios norte-americanos não despertaram a atenção dos argentinos _assim como ocorreu com a versão brasileira por aqui.

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